8 de Setembro de 2009

redefinições

Todos os dias me surpreendo... com aquilo de que sou capaz, com a pessoa em que me tornei.
Mas ao mesmo tempo sei que não estou bem, completa, preenchida. Sinto que me falta qualquer coisa que não consigo materializar, explicar, entender. É um verme alojado nos confins de mim, que rói as entranhas da vontade de mudar, de viver de sonhar. Parece que estou sempre a meio caminho, entre cá e lá, na expectativa de conseguir chegar a algum lado mas sem me conseguir mexer do sítio. Caminho a passos largos mas parece que o caminho se estende, se adensa, se aprofunda no vazio da escuridão, da incerteza, da imensidão do nada.
Mas estar assim reconforta-me. Porque assim sei que não páro, não me conformo, não me acomodo. Assim vou sempre continuar a lutar, nem que seja na tentativa de chegar onde nunca vou conseguir estar. Porque é a busca que nos move, que nos leva a seguir em frente, a ultrapassar obstáculos, a procurar novas alternativas, novos rumos, novas vidas. É esta força que nos impele a abrir os olhos todos os dias e querer respirar mais uma vez. É esta energia que nos deixa aterrorizados com a hipótese do amanhã não ser aquilo que sempre sonhámos, que ao mesmo tempo nos faz fazer por merecer aquilo que desejamos.


Como diria António Variações:
"Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou"

16 de Agosto de 2009

Vivo na sombra ténue de um dia que termina. Trago a brisa fresca e o arrepio que a acompanha, a sensação de pertencer a algum lugar. Fico à espera, na penumbra da noite, por alguém que vem à descoberta, de mansinho. Aguardo, ansiosamente, por ser a chama que acende uma noite escura, a mão que agarra com força e protege de todas as intempéries. Quando o medo passar, dou a escolher: partir ou ficar. Não amarro vidas a uma existência forçada, segurança fingida. Quem fica, fica por amar um sonho, um ideal, uma esperança.
Não é na concha que está a beleza, mas sim no seu interior, na pérola que lentamente se forma, ganha vida.

riders on the storm

Quando o medo dá lugar à sensação de liberdade, sei que estou viva*.

Obrigada Tó*

9 de Agosto de 2009

Às vezes não sei se é a vida que é complicada ou se somos nós que a complicamos.

É certo que devíamos ser o mais verdadeiros possível mas, às vezes, não será melhor guardar só para nós as incertezas? Como seria se toda a gente dissesse, efectivamente, tudo o que pensa? Como seria se toda a gente agisse apenas de acordo com aquilo que sente?

Não sei. As pessoas mudam, os sentimentos também. E mesmo para as pessoas ditas racionais, até a razão se altera ao longo do tempo. O que hoje é certo, amanhã pode já não ser e aquilo que agora nos parece a decisão correcta pode muito bem ser o maior disparate de sempre.

Como decidir? Seguir os impulsos ou esperar para saber se é para durar? Sim, porque há coisas na vida que não vão mudar e esperar demais pode significar perder a oportunidade de uma vida.
Há quem diga que se deve viver a vida como se não houvesse amanhã. Mas eu quero que haja um amanhã! E aquilo que fizer hoje vai ter consequências.
Há quem defenda que devemos esperar por um sinal. Mas e se esse sinal não aparecer? Ou se aparecer e for mal interpretado? Ou se sempre lá esteve e nunca nos demos conta dele?

Só questões. Respostas? Talvez um dia...

31 de Julho de 2009

weak and powerless

Inúmeras foram as vezes em que me sentei em frente ao computador, nos últimos dias, para tentar escrever o que me vai na alma. Sempre que vou tentar expor uma ideia parece que as palavras me falham.
Sinto-me tão sozinha. Estupidez, estou em casa, de férias com a família. Como posso eu estar sozinha? Mas estou. Porque ninguém sabe o que estou a sentir, o que me custa cada dia que passa. Porque cada um já vive absorvido pelos seus próprios problemas, no seu próprio mundo. Porque eu não sou capaz de falar sobre mim e o que me transtorna.
Eu tento distrair-me, a sério que tento, e chego até a conseguir, por breves momentos. Mas depois tudo volta. E fico irritada com conversas sobre as banalidades da vida, porque tenho a cabeça cheia demais para pensar em coisas que não importam. Egoísta, eu sei.
Sinto falta dos amigos, que ouviam os meus dramas de todos os dias, aqueles com uma paciência inesgotável para mim. Mas coitados, até esses merecem um descanso da novela em que se tornou a minha vida. E aqui já não tenho amigos, pelo menos não daqueles com quem me sinto à vontade para falar abertamente. Sendo assim, fico de mãos e pés atados, sem conseguir desabafar, sem conseguir libertar esta angústia que me corrói por dentro.
Tenho vontade de falar com alguém, porque parece que ainda não consegui explicar verdadeiramente como me sinto; mas por outro lado estou cansada de me queixar, de sobrecarregar os outros com estas insignificâncias. Este dilema esgota-me, retira-me todas as energias e a vontade de continuar.

30 de Julho de 2009

Só para não me esquecer

Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz. Eu sou capaz.

26 de Julho de 2009

Normalmente não escrevo sobre coisas felizes. Quando algo se passa na minha vida tenho tendência para guardar o drama sob a forma de palavras de revolta e a felicidade no coração, na memória, na alma.
Praguejar é sempre mais fácil do que agradecer. E para mim, a felicidade não cabe nas palavras, salta para além delas e agarra-se de tal forma que me cria um nó na garganta e nos dedos, não me deixa escrever.
Hoje apetece-me escrever sobre coisas felizes. Sinto a necessidade de anotar para jamais esquecer a sensação maravilhosa que é ser feliz.
Todos ambicionam a felicidade, mas parece-me que a vêem como se fosse um estado perpétuo que se atinge lá longe, no fim de uma jornada tortuosa. Eu vejo a felicidade como flores que se avistam pelo caminho. E tal como o que literalmente se passa, também a vida é feita de estações, mais ou menos cíclicas, com mais ou menos imprevistos.
Há dias de Primavera, em que as flores são mais do que aquelas que conseguimos cheirar, muitas passam despercebidas; já não é mau se conseguirmos reter a imagem de imensidão. Fica uma sensação de preenchimento, mas não há forma de dar atenção a cada uma delas, de perceber porque é que merecemos ser contemplados com semelhante dádiva.
Há dias de Verão, em que as flores nos refrescam, nos levam a sonhar com outros lugares, outras pessoas, outras experiências.
Há dias de Outono, em que vemos as flores a desaparecer, dia após dia, levando consigo a esperança de dias melhores, mas deixando sempre um rasto da sua presença.
Há dias de Inverno, em que parece que o ambiente gélido jamais seria capaz de permitir que uma flor desabrochasse; mas ainda assim, aqui ou ali, há uma outra resistente que aparece, como que a pedir a nossa atenção. São essas que acolhemos com mais amor, porque são as mais raras mas também as mais capazes de nos tirar do desespero, do abismo profundo de uma vida sem propósito.
O importante é conseguir ser preserverante na busca de novas flores, mesmo quando só se avista um longo deserto pela frente. Não menos importante é saber acolher cada flor que se encontra no caminho. Elas não estão lá por acaso, é preciso fazer por merecê-las.
A cada dia que passa acredito mais que sou uma pessoa priveligiada, porque já colhi muitas flores no meu precurso. É verdade que deixei que muitas morressem, mas é escusado lamentar o passado quando se pode viver o presente. Cada flor morta é um motivo para tratar melhor as flores do hoje e do amanhã, por isso nem sequer as flores perdidas deixam de ter significado. E as flores do presente? Apesar de achar que, muitas vezes, não as trato tão bem como mereciam, a verdade é que vivo num jardim.
Hoje escrevi isto para agradecer a Deus por todas estas flores e por todas aquelas que hão-de vir.
Obrigada.

22 de Julho de 2009

7 da tarde

7 da tarde - hora da corridinha

Quem me conhece jamais imaginaria que eu seria capaz de fazer da corrida uma rotina. Já lá vão 20 anos e continuo a surpreender-me...
Quem me vê a correr aqui na santa terrinha, onde só se corre para apanhar o autocarro ou se houver um cão com raiva atrás de nós, acha que eu sou mas é maluca.

Pois sou. Completamente doida. Insana, tresloucada, avariada do juízo.

Mas pelos menos sou saudável! (ou quase, pelo menos tento!)

to be or not to be

Como procurar emprego?
- conhecer-se a si próprio
- conhecer o mercado de trabalho
- conhecer as técnicas de procura de emprego

É isto que tem sido a minha vida nas últimas semanas. Depois do sacrifício que foi terminar os exames e o curso, eis que é hora de acordar para a vida, meter as mãos na massa e tentar encontrar trabalho.
Sinto que aproveitei mal o que a faculdade tinha para me oferecer. Em vez de me sentir uma pessoa mais capaz de desempenhar qualquer tarefa, na verdade sinto que não sei fazer absolutamente nada. Pronto, não é bem verdade. Ponham-me uma micropipeta na mão, atirem-me umas caixas de Petri e uns Eppendorfs e vão ver do que sou capaz! O problema é que tudo isto não basta. O mundo não é, nem nunca foi, um conto de fadas e a minha habilidade para determinada coisa não significa que possa fazer vida a partir disso. Eu tento, e por muito optimista que me esforce por ser, sei que as hipóteses não são muitas. Resta-me procurar outras opções.
Mas o quê? Dou por mim a olhar para anúncios disto e daquilo, sem saber para onde me virar... Enfim, o que me vale são os amigos 5 estrelas que tenho, que parece que acreditam mais em mim do que eu própria, que não se cansam de me ajudar a encontrar alternativas.
E assim se passam os meus dias... por entre incontáveis espreitadelas no mail, na vã esperança de que alguém responda aos currículos que enviei, sempre colada ao telemóvel, não vá alguém telefonar a marcar uma entrevista. A verdade é que nada acontece e cada dia é apenas mais um dia. Todos dizem que o segredo é continuar a tentar e eu concordo plenamente. O que custa, o que mói a alma é esta espera constante por uma luz ao fundo do túnel, túnel esse que a cada dia se torna mais labiríntico e profundo. Eu vou sair desta teia de inércia e de incertezas, eu sei que vou. Mas até lá... cada segundo demora uma eternidade a passar.

16 de Julho de 2009

Cada volta do ponteiro do relógio parece demorar uma eternidade.
A cada minuto um olhar, uma esperança que se acende mas depressa se apaga, de tão frágil que é.
Eu sei que sou capaz.
Não tenho qualquer dúvida.
Só a espera me faz desesperar.
Este vazio temporal que engole a minha vida.

4 de Julho de 2009

caixas e caixinhas

E pronto. Em hora e meia se arrumam três anos de vida. Engraçado como dá para perceber a irrelevância dos bens materiais. Entre roupa, papelada da faculdade e tralhas que acumulei em 3 anos de curso, tudo se arruma em pouco tempo. São caixas e sacos que se enchem com a maior das facilidades.
Os momentos, as experiências, os sentimentos, esses não consigo arrumar. Pelo menos não ainda. Tenho lugar para eles todos no coração, mas não consigo empacotá-los em caixas e mandá-los de volta para casa.
Devia estar feliz por estar a acabar o curso. Devia estar feliz por estar a voltar para casa. Mas não. Não consigo. Por agora só consigo sentir o chão a desaparecer. Flutuo na incerteza do futuro que me espera, nas esperanças dos sonhos por realizar.
Preciso de respirar. Preciso de férias. Preciso de me encontrar.

5 de Junho de 2009

Cheira a terra molhada.



Cheira a vida nova.

1 de Junho de 2009

Porquê?

Porque é que a vida é tão injusta?

Porque é que não vivemos todos num conto de fadas onde os maus são castigados e os bons são felizes para sempre?

22 de Maio de 2009

Reviravoltas

Sexta-feira.

Chegar a casa.

Ver os e-mails.

Trabalho para entregar adiado (uff!).

Discografia do Yann Tiersen a tocar.

Dormir.

Em sonhos esqueço o cansaço acumulado e as toneladas de trabalho ainda por fazer. Esqueço o stress da época de exames que se aproxima e a preocupação com as candidaturas a mestrados.

Não chega. Nada parece ser suficiente para aliviar anos de sofrimento disfarçado. E tudo descamba mais uma vez. As feridas voltam a abrir-se e as lágrimas caem como chuva em dia de tempestade.


Sábado.

O dia começa cinzento. As nuvens encobrem o sol e o ar gélido traz à memória as feridas por sarar.

Ainda há pessoas capazes de nos surpreender, capazes de ser aquilo que gostaríamos de ser e muito mais. Poucas palavras dizem tudo, e as nuvens começam a ser levadas pelo vento, devagar, devagarinho.

No fim tudo acaba da melhor forma, com muita gargalhada, muita história para contar.


Domingo.

Quase já nem lembro os dias cinzentos, as palavras amargas, os rios de lágrimas. O sol brilha sem qualquer constrangimento.

Nada podia ser melhor. Nada.

Chegar a casa.

Ver os e-mails.

Dormir.

E tentar esquecer que amanhã é segunda-feira e o pesadelo recomeça.

Esperança, vontade, fé.

17 de Maio de 2009

Colapso

Sinto-me à beira do abismo, muito perto do colapso total. Nunca foi tão difícil suportar o stress. Ao fim de dias e dias de esforço contínuo, de noites e noites mal dormidas de tanta preocupação, o corpo não aguenta e alma muito menos.
Por isso tento ocupar cada espacinho livre com coisas de que gosto, com pessoas de quem gosto. O stress deixa-me mais frágil, mais sensível, mais irritadiça e rabujenta. Ora a mistura de tudo isto só pode ter resultados catastróficos que se reflectem nas relações com as pessoas que me rodeiam.
Não tenho qualquer dúvida de que sem os amigos que tenho já estaria internada. Mas infelizmente, são também eles que acabam por sofrer com a minha falta de descanso, tendo que aturar todo o meu mau humor.
A sério, eu sou boa pessoa. E os amigos devem saber isso, ou deviam, pelo menos. Mas a minha vida não é tão fácil como eu a consigo fazer parecer e neste ponto já não consigo disfarçar o cansaço. Nem controlar tão bem as oscilações de humor e as minhas fragilidades.
Por isso, perdoem-me, por favor.

menina mulher

Tenho 20 anos e a noção de que ainda sou uma miúda. Que mais poderia eu ser com esta idade? Ainda que às vezes pareça mais madura que muitas pessoas da minha idade, a verdade é que ainda sou uma miúda inexperiente e ingénua. E esse facto não me incomoda nem um bocadinho, excepto quando não me levam a sério. Revolta-me profundamente que as pessoas ignorem as minhas opiniões ou as aceitem com desdém, com aquela atitude de "Que sabes tu da vida para estar a falar?". Não digo que não tenham uma certa razão. É claro que não posso saber tanto da vida como uma pessoa de 50 anos, mas acho que ainda assim mereço ser ouvida. Será que nunca ocorreu a estas pessoas que talvez eu saiba um pouquinho mais do que elas em certos aspectos? Irrita-me ainda mais quando as pessoas não levam a sério o que faço, o que gosto. Não escolhi ser médica nem engenheira, mas acredito que o que estudo é igualmente importante. Mas pouca gente acha isso. Pouca gente dá valor ao que tenho de passar para estar onde estou. Pouca gente acredita que eu algum dia venha a ter futuro. Talvez tenham razão, talvez não. Que direito têm essas pessoas de julgar a minha vida, a minha opção, a minha paixão, o meu esforço e dedicação? E nestas alturas, em que me apetece defender com unhas e dentes aquilo que sou e em que acredito, sinto-me adulta. Sinto que deixei de ser a menina frágil que era e me tornei numa mulher segura e determinada.
Apesar de toda a segurança que aparento ter na pessoa que sou e nos meus conhecimentos, já não é a primeira vez que sinto que ainda não me apercebi do quanto cresci, da mulher em que me tornei. Ainda me faz um bocadinho de confusão quando me tratam por "senhora" ou quando recebo um piropo qualquer e me apercebo que, apesar de não ser nenhuma femme fatale, me tornei numa mulher bonita.
Quero ser, e talvez até já seja, uma mulher, mas ainda me sinto muito menina.

flaw

Tenho grandes defeitos, dos quais não me orgulho nem um bocadinho, e que tento combater com todas as minhas forças, ainda que infrutiferamente.
Um deles é criar grandes expectativas em relação às pessoas, especialmente em relação àquelas de quem gosto muito. Há pessoas na minha vida por quem eu nutro grande admiração, pessoas de quem gosto genuinamente, verdadeiros amigos. E o meu erro é sempre o mesmo: colocar essas pessoas num pedestal. Na minha visão inconsciente da realidade essas pessoas são tão especiais que não podem errar.
Ora, é mais do que óbvio que as coisas não funcionam assim. Ninguém é perfeito, nem mesmo as melhores pessoas que conheço. Por isso mesmo, há dias em que até mesmo essas pessoas me desiludem. Quando me perguntam "Estás chateada comigo?", a resposta é sempre a mesma: "Não, estou triste.". E fico triste, verdadeiramente triste, daquelas tristezas que corroem o coração até não sobrar nada para destruir.
Triste, primeiro com a pessoa e depois muito mais comigo mesma, porque grande parte da tristeza que sinto é culpa minha. Porque fui estúpida e ingénua a ponto de achar que conseguia prever cada acto, cada palavra, cada atitude dessa pessoa e que jamais me iria desiludir.
Sinto-me parva e infantil, estúpida e irritante, menina mimada. E sei que não sou nada disto e por isso fico brutalmente revoltada comigo própria, por cair sempre na mesma teia e não conseguir controlar o que sinto e a maneira como me comporto. Sem qualquer margem para dúvida posso dizer que me odeio nesses momentos, porque acabo por ser tudo aquilo que me repugna.

14 de Abril de 2009

future part 2

Aqui há uns anitos atrás, algures no 9º ano, lembro-me de fazer os tão famosos testes psicotécnicos. Um deles consistia em escrever "Como me vejo daqui a 10 anos". Já não sei precisar tudo o que disse na altura mas lembro-me vagamente de mencionar que seria uma médica bem sucedida, com independência financeira e família formada.
Ora vejamos, passaram quase 6 anos e onde estou eu agora?
Desisti da ideia da medicina algures no secundário, quando descobri outros interesses na minha vida. Este ano sou finalista de Biologia, mas estou longe de ser bem sucedida, na medida em que ainda espero ter um mestrado pela frente e arranjar trabalho não vai ser nada fácil. Independência financeira... ui, tão longe disso ainda! Quanto à família... eu nem sequer tenho namorado quanto mais marido e filhos!
Que lição tirar disto tudo?
A vida nem sempre corre como planeado. Os nossos planos são sempre baseados na pessoa que somos no momento em que os fazemos. E isso é coisa que está sempre a mudar. Por isso é natural que as coisas fujam do previsto. Hoje consigo ver como fui ingénua, mas na altura tudo parecia bater certo. E o mesmo vou pensar daqui a uns anos de qualquer ideia sobre o futuro que tenha agora.
Fazer planos pode ser útil se ajudar a estabelecer metas, mas não se pode fazer disso uma obcessão. Há que deixar a vida tomar o seu próprio rumo. Não estou a dizer que as coisas se encaminham sozinhas, mas às vezes é preciso abrir a mente a novas soluções, mesmo que se afastem das ideias predefinidas que tínhamos para nós.
A vida não permite fazer rascunhos, o que está feito, feito está, mas há sempre hipótese de começar um novo capítulo.
Por isso, não faço a mínima ideia de onde estarei daqui a 5 anos. Eu nem sei o que vai ser de mim amanhã, quanto mais daqui a 5 anos. Certezas não tenho nenhumas, tudo o que tenho são esperanças. Mas isso... isso fica para outra altura.

5 de Abril de 2009

future

















... to be continued ...
(daqui)

9 de Março de 2009

Inveja... inveja

A inveja é realmente uma coisa muito feia. A famosa dor de cotovelo não fica nada bem a ninguém e as pessoas deviam pensar seriamente duas vezes antes de abrirem a boca para falar mal dos outros.
Não vou ser hipócrita e dizer que nunca desejei estar na pele de outras pessoas, ter o que têm ou conseguir o que conseguem. Querer ser melhor em determinado aspecto não é necessariamente mau desde que não prejudique os outros. Agora alguém ter a lata de vir reclamar por isto ou por aquilo só porque, bem lá no fundo, está verde de inveja, isso é feio, muito feio.
É óbvio que existem e sempre hão-de existir pessoas melhores do que nós em determinados aspectos. É duro, custa um bocado, mas a vida é assim. Conformemo-nos com aquilo que somos capazes de fazer ou então esforcemo-nos por atingir o nível dos outros, por mérito próprio. É desagradável e de muito mau gosto criticar os outros e tentar prejudicá-los só porque conseguiram chegar mais longe do que nós em menos tempo. Cá para mim ou se encaram as coisas com um espírito competitivo saudável ou então mais vale ficar quieta num canto. Meus amigos, querendo ou não querendo, somos o que somos. Se os outros são melhores do que nós, paciência. Havemos de ter outras qualidades. A inveja não leva a lado nenhum. E é coisa feia, muito feia!