8 de Novembro de 2008

"...É curioso como não sei dizer quem sou.
Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.
Sobretudo tenho medo de dizer porque
no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto
como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo...
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir o meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesmo, mas concerteza não serei o mesmo pra sempre"

Clarice Lispector

Ontem mandaram-me este texto e não consegui deixar de partilhá-lo. Quanto aos outros não sei, mas este texto é o retrato da minha vida.

2 ecos:

Insert Name Here disse...

digo-te o que te disse, este post parece o meu post. É como não se gostar de uma comida quando se é pequeno, mas quando se cresce e se experimenta de novo, já se gosta... E julgamos: "Mas nada mudou, eu ainda sou eu." Mas tudo mudou. tudo muda. ou então, nada muda excepto nós... e agora é como a caverna de platão...

Ana rita disse...

Adorei o texto!