31 de Dezembro de 2007

"It's the final countdown!"

E mais um ano se passou. Muita coisa mudou desde há um ano atrás. Foi um ano que exigiu muito esforço, muita dedicação, muita paciência, muita vontade de lutar. Trouxe-me alegres surpresas e novos desafios. Fez-me descobrir partes de mim que julgava extintas e outras que nem sequer conhecia. Esteve repleto sorrisos, dias bem passados, pequenos momentos em que o sonhou comandou realmente a vida. Também me deu alguns amargos de boca, pedaços de tempo rasgados pela tristeza, lágrimas para tentar lavar a dor da memória.
Por tudo isto dou graças. Por tudo isto não peço mais do que já tive. Pudessem todos ter um ano como o meu e já seriam felizes.
Desta vez não vou fazer resoluções de ano novo. Vou deixar que a vida me surpreenda e viver um dia de cada vez. Sem criar grandes expectativas, sem sonhar demasiado alto, sem ficar à espera que o mundo me caia nas mãos. Cada novo dia é apenas mais um passo. Vou esforçar-me por continuar a caminhar e, se possível, não tropeçar.
A todos aqueles que me fizeram companhia, aqui neste recanto da minha alma que não consigo calar, muito obrigada.
Desejo-vos o melhor do mundo, a começar por um 2008 cheio de paz, amor, alegria e tudo aquilo que mais precisarem.
(Ena, agora parecia uma miss a falar! Tivesse eu distúrbios alimentares e a faixa não me escapava!)
Beijos, abraços e nada de palhaços! (a menos que façam muita questão...)
FELIZ ANO NOVO!!!



24 de Dezembro de 2007

Antes que me esqueça...


A todos os que por cá passam, votos de um Bom Natal, com tudo de bom!

Para aqueles que não gostam, não acreditam ou não comemoram o Natal, desejo que passem o melhor feriado do ano.

20 de Dezembro de 2007

O que eu devia ter era...

...um GPS implantado no cérebro. Não sabem as voltas que eu dei hoje, ora por estupidez, ora por fraquíssimo (que é para não dizer nulo) sentido de orientação.

Primeiro, andava à procura do nº 53 da Av. do Brasil e qual não foi o meu espanto quando percebi que passava do 52 para o 54 e 53 nem vê-lo! Quem conhece Lisboa já se deve estar a rir de mim à grande. Mas guardem umas gargalhadas porque a história não acaba aqui... Passei duas vezes no mesmo sítio, para ter a certeza de que não estava disléxica ou coisa do género. Mas o 53 não existia!! Feita parva, entrei numa rua qualquer na esperança de que a dita porta lá se encontrasse. Andei às voltas num bairro qualquer até sair na Av. de Roma. Muito esperta eu, não haja dúvida, uma vez que o nº 53 estava, nada mais nada menos, do outro lado da rua. Não no quinto dos Infernos onde eu tinha andado. Do outro lado da rua. Chegada ao local senti-me ainda pior, porque o Parque da Saúde é uma coisa gigante. Como é que eu não vi uma coisa daquelas!?!?!

Pronto, já cá estou, já me encontrei, pensei eu. Mas não. Aquilo é mesmo GIGANTE! Mas decidi ser minimamente inteligente e perguntar ao sr da entrada onde era o pavilhão 17. E o sr disse-me e eu acenei que sim, que tinha percebido. Mas afinal não tinha, porque às tantas já estava perdida mais uma vez. A crise não foi muito grande porque havia uma placas e a única coisa que eu tinha feito era ir por um caminho alternativo. Mas acreditem, há muitos caminhos alternativos.

Tantos, mas tantos, que eu armada em pessoa que sabe orientar-se, quando quis sair de lá, virei para uma ruela qualquer. Oh desgraça!! Não sei bem quando nem porquê, percebi que já nem sequer sabia para onde era a saída!! E não havia por ali ninguém a quem eu pudesse perguntar. De maneira que continuei a andar, e a virar para onde me parecia ser o caminho certo. Parva!!! Devia era ter voltado para trás pelo caminho que o sr me tinha indicado logo no ínicio.

Vislumbrei algures uma placa que dizia saída e achei que devia segui-la. De facto aquilo era a saída. Mas para os carros!!!! Visto que fui dar ao extremo oposto de onde tinha entrado. Consegui perceber isso, mas achei que era melhor sair já ali e andar um bocado do que voltar lá para dentro e perder-me outra vez. É que não fazem ideia da distância que eu tive que andar!! Acho que andei pelo menos um km. Pode até não ser muito, mas para quem tinha acabado de dar 1/2 litro de sangue, é bastante!

Só depois de encontrar o rumo e descer alegremente a avenida é que eu percebi o perigo em que tinha estado no último quarto de hora. Eu fiz 1km numa rua escondida, em que só passavam carros, cujos condutores até apitavam e acenavam (tipo à homem das obras). Para além disso, com sangue a menos no organismo e a percorrer aquela distância, àquela velocidade, quando a sra me tinha dito para não fazer esforços físicos... Eu podia muito bem ter desmaiado a meio do caminho e ia demorar até que alguém me fosse ajudar.

Enfim, sinto-me com vontade de bater com a cabeça nas paredes por ser tão desorientada e parva, mas sobrevivi. E foi por uma boa causa. Mas vá, riam-se de mim à vontade, eu mereço...
Sou tudo o que posso. Sou tudo o que sei. Mas não basta.

17 de Dezembro de 2007

gotas & gotinhas

Composição: Jorge Fernando
"As coisas vulgares que há na vida

Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"

Mariza - Chuva


Andava por aí vaquegando, em busca de descanso da vida, quando esbarrei nesta música e me deixei embalar.
Hoje nem choveu, pelo menos aqui.
Mas há gotas que nos molham todos os dias, umas que doem ao tocar na pele, que são como alfinetes gelados que nos trespassam a alma.
Outras que nos refrescam do calor da vida, do suor dos dias cansados, exaustos, dormentes, esquecidos.
Umas vezes caem devagar, devagarinho, como quem finge que dá de comer, mas nos tira o pão antes de chegar à boca.
Outras correm rosto abaixo, como se o fim do caminho estivesse tão próximo que vale a pena mais um esforço, só mais um, um último fulgor para a despedida.
Gotas de muitas cores, de quantas cores tem o arco-íris, mais aquelas que os olhos não deixam ver.

10 de Dezembro de 2007

Tenho um clube desportivo à porta de casa. Este ano decidi usufruir dele e fazer algum exercício físico. Acho que sou demasiado velha para me iniciar em desportos que exigem muita preparação como a ginástica. Não sou boa em nenhum desporto colectivo. Então, onde é que me havia de inscrever? Na dança ou no ioga. O ioga não tinha horário compatível com o meu, por isso decidi-me pelas danças. E não me arrependi nem um bocadinho. Ando a aprender danças latinas há pouco mais de um mês e estou a adorar.
Quando danço, entrego-me à música. Deixo de ser eu e passo a ser tudo o que o mundo não me deixa ser. Esqueço-me de todos os problemas, de todos os medos e frustrações e simplesmente sinto. Sinto a música que me entra pelos ouvidos e toca em cada parte do meu corpo, fazendo com que me solte. Todo o stress desaparece. É como se naqueles 3 min que dura a música eu pudesse ser tudo e tivesse um outro mundo à escolha.
Não é que eu dance muito bem, até porque ainda não aprendi muita coisa. Mas há muito de instintivo, muito de primitivo, muito daquilo que suprimimos todos os dias do nosso eu quando saímos à rua. Às vezes esqueço-me de onde estou. Durante uns segundos eu não estou ali, aquela não sou eu. Ou talvez aquela é quem eu realmente sou e não deixo ser no dia-a-dia. Não sei. Sinceramente, pouco me interessa. O que interessa é viver o momento.
Como me sabe bem chegar a casa, cansada mas tão feliz, depois de uma aula de dança. Na minha cabeça ainda ouço a música e não me consigo conter. Danço pela casa, em pijama, como uma maluquinha...


No sábado vi este filme duas vezes. Porquê? Porque o achei fantástico. Pelos actores, pela história, pela música e principalmente pela dança.
Ai, (longo suspiro) se eu tivesse um menino que me fizesse dançar assim...

4 de Dezembro de 2007

Há dias assim...

Ontem fiz o caminho estação-casa ao fim da tarde a pensar: FUCK, FUCK, FUCK, FUCK!!!
Porquê?
Porque estava frio, porque tinha fome, porque tinha saído de uma aula em que não percebi um corno, e por muitas outras razões que ainda estou para descobrir.
Hoje fiz o caminho casa-estação a pensar: DAMN IT, DAMN IT, DAMN IT!
Porquê?
Porque acordei às 7h da manhã com uma mensagem, pensei que fosse 1h e virei-me para o outro lado até ouvir a porcaria dos despertador 30s depois. Isto não é coisa que se faça. Uma pessoa dormir 6h e pensar que só dormiu meia-horita e depois ser trazida à realidade por uma programação de rádio que às 7h é igual à das 9h não se faz!!!!
Porque me despachei em três tempos, até tive tempo de fazer uma tosta para o pequeno-almoço, e sem saber como acabei por sair atrasada de casa.
Porque estava um nevoeiro cá fora daqueles que vêm para ficar (e ficou mesmo o dia todo) e eu a ter que atravessá-lo de cabelo molhado, enquanto quase que corria para um comboio que não podia perder de maneira nenhuma.
Porque não me podia esquecer de ir ficar 200 e tal euros mais pobre por pagar a prestação das propinas.
Enfim... há dias assim!

Nota para mim mesma

Pára de fazer filmes na tua cabeça. Pára de fantasiar com o impossível. Pára de viver na tua imaginação. Porque, por muito que queiras, não vais ter o final feliz que mereces.