...um GPS implantado no cérebro. Não sabem as voltas que eu dei hoje, ora por estupidez, ora por fraquíssimo (que é para não dizer nulo) sentido de orientação.
Primeiro, andava à procura do nº 53 da Av. do Brasil e qual não foi o meu espanto quando percebi que passava do 52 para o 54 e 53 nem vê-lo! Quem conhece Lisboa já se deve estar a rir de mim à grande. Mas guardem umas gargalhadas porque a história não acaba aqui... Passei duas vezes no mesmo sítio, para ter a certeza de que não estava disléxica ou coisa do género. Mas o 53 não existia!! Feita parva, entrei numa rua qualquer na esperança de que a dita porta lá se encontrasse. Andei às voltas num bairro qualquer até sair na Av. de Roma. Muito esperta eu, não haja dúvida, uma vez que o nº 53 estava, nada mais nada menos, do outro lado da rua. Não no quinto dos Infernos onde eu tinha andado. Do outro lado da rua. Chegada ao local senti-me ainda pior, porque o Parque da Saúde é uma coisa gigante. Como é que eu não vi uma coisa daquelas!?!?!
Pronto, já cá estou, já me encontrei, pensei eu. Mas não. Aquilo é mesmo GIGANTE! Mas decidi ser minimamente inteligente e perguntar ao sr da entrada onde era o pavilhão 17. E o sr disse-me e eu acenei que sim, que tinha percebido. Mas afinal não tinha, porque às tantas já estava perdida mais uma vez. A crise não foi muito grande porque havia uma placas e a única coisa que eu tinha feito era ir por um caminho alternativo. Mas acreditem, há muitos caminhos alternativos.
Tantos, mas tantos, que eu armada em pessoa que sabe orientar-se, quando quis sair de lá, virei para uma ruela qualquer. Oh desgraça!! Não sei bem quando nem porquê, percebi que já nem sequer sabia para onde era a saída!! E não havia por ali ninguém a quem eu pudesse perguntar. De maneira que continuei a andar, e a virar para onde me parecia ser o caminho certo. Parva!!! Devia era ter voltado para trás pelo caminho que o sr me tinha indicado logo no ínicio.
Vislumbrei algures uma placa que dizia saída e achei que devia segui-la. De facto aquilo era a saída. Mas para os carros!!!! Visto que fui dar ao extremo oposto de onde tinha entrado. Consegui perceber isso, mas achei que era melhor sair já ali e andar um bocado do que voltar lá para dentro e perder-me outra vez. É que não fazem ideia da distância que eu tive que andar!! Acho que andei pelo menos um km. Pode até não ser muito, mas para quem tinha acabado de dar 1/2 litro de sangue, é bastante!
Só depois de encontrar o rumo e descer alegremente a avenida é que eu percebi o perigo em que tinha estado no último quarto de hora. Eu fiz 1km numa rua escondida, em que só passavam carros, cujos condutores até apitavam e acenavam (tipo à homem das obras). Para além disso, com sangue a menos no organismo e a percorrer aquela distância, àquela velocidade, quando a sra me tinha dito para não fazer esforços físicos... Eu podia muito bem ter desmaiado a meio do caminho e ia demorar até que alguém me fosse ajudar.
Enfim, sinto-me com vontade de bater com a cabeça nas paredes por ser tão desorientada e parva, mas sobrevivi. E foi por uma boa causa. Mas vá, riam-se de mim à vontade, eu mereço...